Dia 1
A jornada começou no dia 9 ás 6h30m da manhã. Levantei, me arrumei, arrumei as malas, as crianças (Dennis (6anos) e Penélope (3 anos), tomamos café da manhã, deixei-os na casa da vovó de mala e cuia, peguei o carro do sogro emprestado (pois o meu não estava licenciado) e assim partimos pra estrada Eu (@garotinha_rosa), meu marido (@roo_soundness) e nosso amigo Thinello.
Saímos por volta das 9h30h rumo a Araçariguama (65km de SP), que é onde ficamos hospedados. O transito estava um pouco lento, demoramos cerca de 2 horas para chegarmos ao nosso destino inicial, descarregamos as malas do carro, comemos uma fruta.
Tudo pronto!
Bora pra Itu?
Não, não, claro que eu esqueci de um “pequeno” detalhe.
Roberta, cadê os ingressos?
Putz esqueci em Guarulhos (huahauhauahuhaua).
Volta pra casa (+ 65km).
Colocamos toda a conversa em dia, não desanimamos, nem deixamos o bom humor de lado, afinal a poucas horas estaríamos no tão sonhado Festival.
Chegamos, pegamos os ingressos e agora direto pra Itu (100km).
Chegamos ao local do evento, estacionamento lotado, faz a volta e deixa o carro no Estádio da cidade R$50,00 de estacionamento (ufa no local do evento era R$100,00). R$3,00 ida e + R$3,00 volta passagem pro ônibus nos levar até o evento.
Em menos de 20 minutos estávamos na porta, fila moderada nada que derrubasse a empolgação. Estamos dentro, depois de uma revista feita mal e porcamente e sem ninguém pedir qualquer comprovante de meia entrada.
Não podia entrar com comida e bebida (eu já tinha visto no site então nem levei) mas quem levou deixava amontoado num canto, formaram-se morros enormes de comida que foram pro lixo, pra um evento que preza a sustentabilidade pegou meio mal.
Estávamos elogiando bastante a organização do evento, tudo no horário certo, nada de grandes filas, bastante pessoal para dar informação, tudo certo, correndo as mil maravilhas, 2 palcos, sem perda de tempo, um intervalo de no máximo 15 minutos de um show pro outro.
Quando chegamos Brothers of Brazil estavam no palco, era por volta de 15h30m o publico ainda era pequeno, tinha bastante espaço pra se movimentar. Em seguida mais duas bandas nacionais Black Drawing Chalks de Goiás (http://www.myspace.com/blackdrawingchalks) e Macaco Bong do Mato grosso (http://www.myspace.com/macacobong).
Decidimos nos intalar em frente ao palco ar quando começou a lotar (que foi onde o Rage Against tocou).
Veio Infectous Groove que levantou a galera com o som pesado e as acrobacias com a baqueta que o batera fazia.
Depois veio mutantes com roupas psicodélicas, tocando clássicos como Top top, Minha menina e Ando meio desligado, show incrível, vocalização show de bola, perfeito, amei!
Entrou Los Hermanos e a fazenda Maeda foi ao delírio. A simpatia e as canções de amor dominaram a galera, dava arrepio ouvir todo mundo cantando junto, a emoção dos integrantes da banda era aparente. No repertorio tinham musicas como Cara Estranho, O vento, Todo carnaval tem seu fim e terminaram com A Flor. A galera em peso pedindo bis e gritando volta (já que a banda só se juntou para fazer esse show).
The Mars Volta conquistou o publico com as dancinhas esquisitas, solinhos incessantes de guitarra e gritinhos agudos.
Nessa hora já estávamos de frente para o palco, quase que colados na grade. Tudo certo, não fosse por eu estar quase fazendo xixi nas calças. Não teve jeito, era sair dali ou urinar ali mesmo. Saí né! Fomos ao banheiro, decidimos ir todos juntos para não nos perdemos. Assistimos Rage Agaisnt de Machine de longe, pelo telão, os meninos me xingaram um pouco ficaram meio decepcionados mas não se deixaram desanimar curtiram muito pulando e cantando junto. Depois das 3 primeiras músicas o show para, muita gente desesperada e muito empurra-empurra, a grade de segurança quase veio abaixo, as pessoas que tentavam sair do tumulto acabavam derrubando umas as outras e acabou sobrando até pra gente que estava lá no fundo. Pediram para cada um dar 3 passos largos para trás para que se reestabelesse a ordem. Tudo certo, retomaram o show, porém o sistema de som para o publico cai por duas vezes, muita gente gritando e xingando (a frase mais ouvida durante o festival foi SWU vai tomar no #@*!), mas a banda da tudo de si em cima do palco pra levantar a galera e show termina como tinha de ser com Killing in the name.
Subimos rumo a saída para procurar os ônibus para que pudéssemos voltar para o estacionamento. Pergunta pra um, pergunta pra outro, pra mais um e ninguém sabe ao certo onde estão os ônibus, informações inúteis vindas dos próprios funcionários do evento, a policia nada sabia e nada fazia era uma mera espectadora em meio a isso tudo. Paramos numa fila para esperar o ônibus que utopicamente nos levaria ao estádio, 3 horas de espera. Frio, fome, impaciência, sede, cansaço. O show acabou as 23h30m esperamos até as 4h30m por uma solução no transporte. Alguns mais revoltados fecharam o caminho para os ônibus fretados com grades e uma pequena fogueira, a essa altura já haviam apagado as luzes, não tinha mais policia, nenhum funcionário com a camisetinha do SWU e da empresa de ônibus foi avistado, ninguém pra dar informação, pra dar um respaldo sobre o que estava acontecendo. Decidimos ir a pé até a rodovia, uma boa caminhada uns 4, 5 km mais ou menos, comendo poeira. Mais 15 minutos atrás de um ônibus. Exaustos pegamos o carro nos estacionamento e voltamos para casa, chegamos as 6 da manhã. Dormimos cansados, com fome, sem banho e desanimados…
Dia 2
Um novo dia, segundo da nossa jornada. Acordamos às 12h tomamos banho, um leve café, fomos almoçar na estrada a caminho de Itu. Tudo novamente estacionamento (mas dessa vez fomos um tiquinho mais espertos, pedimos para alguém entrar no carro para pagarmos menos no estacionamento R$30,00), ônibus, entrada do evento, revista, dessa vez o enrosco se deu aqui, 1h20m para passar pela catraca. Ficamos na fila ao som de O teatro mágico (http://oteatromagico.mus.br/), mas não entramos a tempo de vê-los. Pegamos as 4 ultimas musicas do Jota Quest, muita animação, tudo de bom, a mineirada literalmente levantou o publico, não se via um corpo que não pulasse.
Dessa vez ficamos em frente ao palco água, junto a grade e eu não sai para fazer xixi (hehehe). Vimos tudo bem de pertinho…
Saiu Jota Quest, entrou Capital Inicial, que tocou um monte de musicas novas que poucos conheciam, mas quando tocavam os clássicos como Veraneio Vascaína, Natasha, e Fátima todo mundo cantava junto, mas a galera veio a baixo mesmo foi com Que Pais é esse? e Mulher de fases.
Hoje haviam bem mais mulheres do que ontem, foi tudo mais tranqüilo, dava pra sentar e descansar um pouquinho quando o cansaço apertava, não teve tumulto, nem empurra-empurra.
Hora do show do Sublime, tudo muito animado e me surpreendi com a quantidade de gente que conhecia as musicas (eu conhecia só umas 3, mas amei o show).
Em seguida Regina Spektor acalmou todos os ânimos com a suavidade de sua voz e os instrumentos clássicos.
Chegou a vez de Joss Stone, caraca que mulher linda, que carisma, que presença de palco, ela parecia flutuar com seus pés descalços e o vestido esvoaçante . Música gostosa, um balanço agradável, mesmo quem pouco conhecia se deixou levar por sua musica.
Dave Matthews band, o que foi isso, eu não conhecia absolutamente NADA, mas curti muito, instrumentistas incríveis.
Chegou a hora mais esperada da noite (pelo menos por mim), o cenário de palco era mágico, o que anteriormente parecia um monte de metal retorcido mostrou-se ser um mudo de luzes, com uma estrutura que se movia e aumentava de tamanho, com um telão com cenas diferentes da telão normal e em Preto e Branco que também se movia e trocava de lugar de ás vezes. Todo mundo cantando, pulando, batendo palma, dançando. Sem palavras, MARAVILHOSO. Até aqui pra mim foi o melhor. 1h30m de show pouca comunicação com o publico, mas nem precisava, tocaram da melhor forma que podiam e não podemos pedir mais que isso.
Hora de ir embora, e o medo de chegar lá em cima e não ter ônibus novamente. Mas dessa vez estava tudo certo, haviam pelo menos 5 ônibus esperando o pessoal sair e quando um descia logo encostava outro. Ufa! Fomos no 2º ônibus, estava devagar por causa do grande fluxo de veículos, mas estávamos dentro e andando, em meio hora no máximo estávamos no estacionamento. Chegamos em casa era mais ou menos 1h30m da manhã, pizza 4 queijos, banho e cama…
Dia 3
Acordamos as 10h e arrumamos tudo com calma e fomos almoçar na estrada novamente, chegamos cedo no evento porque eu fiz questão de ver Glória tocando, hoje o sol estava a pino, não teve escapatória, no 3º dia tivemos que pagar absurdos para matar a sede e amenizar o calor, coca-cola R$7,00, cerveja R$7,00, mini garrafa de água R$5,00.
Bom, Gloria arrasou, tocaram muito, todo mundo pulando, rodas enormes de bate cabeça.
CrashDiet cabelos irados, visual foda…
Rahzel era um dj que tocou até com a orelha e um cara cantando meio que um Hip Hop, fizeram trechinhos de grandes músicos como Michael Jackson.
Yo La Tengo, eram uns “tios” já, mas com muita atitude.
Cavalera Conspirancy, agitou muito os irmão de peso Max e Igor Cavalera mostraram porque vieram, tocaram musicas do Sepultura além das músicas do novo projeto, e mais rodas eram formadas levantando muito pó.
Avenged Sevenfold foi muito aclamada pelo publico (eu não conhecia). É uma banda meio de nerd cabeludo, saca? Não faz meu estilo, mas eu achei muito legal, fizeram um puta show.
Incubus, bandinha mais suave, deu pra descansar depois de tanta pancadaria, mas nem por isso o publico desanimava, cantavam junto, dançavam.
Queens of the Stone Age demora cerca de 1 hora pra subir no palco, alegaram problemas técnicos, quando entram o telão não funcionava e de onde eu estava não conseguia enxergar muita coisa, as pernas cansaram e decidi ir lá pra cima tomar uma coca e fazer um xixi. Foi ai que nos demos conta de quanta gente tinha naquele lugar, foi com certeza o dia mais lotado. Sabe quando você anda, anda, anda e não acaba nunca? Então, foi assim… O telão voltou a funcionar, cantei e dancei vendo de longe mesmo.
Pixies no palco, não tinha noção de que tanta gente tinha vindo para vê-los. Show muito animado, mas depois que tocaram a frente do palco água esvaziou o povo todo indo embora. Realmente fiquei impressionada.
Hora do Linkin Park, esperei muito por esse show (desde 2004, quando comprei o ingresso e esperei ansiosa pelo show, mas no dia quebrei o pé e tive q ser submetida a uma cirurgia, perdendo o show), quem como eu esperava pelas musicas antigas se decepcionou. Muitas músicas novas, a banda quase toda era outra, novos integrantes, uma pegada mais eletrônica, muita musica que eu nunca tinha ouvido, desanimei, fui embora um pouco antes de terminar o show. Pegamos o ônibus rumo ao estacionamento, fomos sentadinhos chegamos rapidão em casa, comemos um hot pocket e fomos dormir. Acabou!
Foi meio perrengue passamos bastante frio, fome, sede, teve alguns momentos horríveis, mas teve também muitos momentos incríveis e valeu a pena cada segundo.